VNT Brasil moderniza modalidade criada na década de 1980

Por: Oliveira Júnior

Cuiabá


Nos dias 1 e 2 de dezembro o Autódromo Bom Futuro, em Cuiabá, será palco da grande final do Campeonato Brasileiro de Autocross - o VNT Brasil, com um grid cheio de 30 pilotos - limitado por condições de segurança, determinadas pela Confederação Brasileira de Automobilismo.

E os irmãos Emerson e Reck Júnior, de Tangará da Serra, travam uma batalha em família na disputa pelo título, afinal, apenas 5 pontos separam os dois do topo do pódio. Quem vencer será o grande campeão.

O que pouca gente sabe, ao ver o nível técnico das provas, a velocidade dos carros e a estrutura e organização dos autódromos atuais, é que o autocross já teve até um circuito com rampa e um buraco de 3,5m de largura, por 2m de profundidade como principal obstáculo. O que é considerado como uma loucura nos tempos atuais, onde os carros cantam pneus na largada, mesmo acelerando em pistas de terra, era coisa normal em 1988, quando as primeiras corridas começaram a ser disputadas em Mato Grosso. E o buraco fazia parte do Autódromo Jaime campos, em Várzea Grande. Na foto acima, o piloto Itacir Carpenedo - falecido em março desse ano aos 69 anos - salta o obstáculo com sua Gaiola #905.

Esta e outras histórias estão no livro ‘Sportsmotor - Memórias do Automobilismo Mato-grossense’, que deve ser lançado na inauguração do Autódromo Internacional de Cuiabá, provavelmente no final de 2025.

Na épocas que pilotava o bólido, Itacir era mecânico na cidade de Tangará da Serra e chegou a montar um carro com dois motores, mas em algumas pistas a lama chegava a paralisar as corridas, como ocorreu na inauguração do circuito de Sorriso, após um acidente com o piloto Fabiano Salton.

Os carros atuais ganharam mais segurança, os pneus traseiros Sherpa foram trocados por modelos radiais, mais modernos, e os de trator, antes usados na dianteira desapareceram. Os motores são AP de 1.600cc, movidos a álcool, e a velocidade passa fácil dos 120 Km nas retas.

Oliveira Júnior

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